01/11/2010

Dilma Rousseff diz que anunciará ministério 'por blocos'



Dilma Rousseff diz que anunciará ministério 'por blocos'

Presidente eleita concedeu entrevista ao vivo ao 'Jornal Nacional'.
Segundo ela, critérios técnicos e políticos, vão determinarão ministério.

Do G1, em Brasília
Dilma Rousseff no Jornal NacionalDilma Rousseff no Jornal Nacional (Foto:
Reprodução / TV Globo)
A presidente eleita Dilma Rousseff afirmou nesta segunda-feira (1º), em entrevista ao vivo "Jornal Nacional", que a composição do futuro ministério vai se definir por critérios técnicos e políticos.
Nós vamos ter de ver a composição do governo, que tem esses dois aspectos. Eu vou me esmerar para ter um governo em que o critério de escolha dos ministros e dos cargos da alta administração sejam providos por esses dois critérios", afirmou.
Ela disse que o anúncio dos integrantes do ministério não será "fragmentado".  Segundo a presidente eleita, ainda não há nomes definidos.
Mais tarde, neste mesmo link, veja a entrevista na íntegra.

“Não digo que vou anunciar um bloco inteiro, todo o governo, mas eu pretendo não fazer anúncios fragmentados, espalhados ou individualizados [e sim]  fazer por blocos", declarou.
Dilma disse que nos primeiros dias de seu governo pretende fazer uma reunião com os governadores eleitos para tratar de saúde e segurança.
Economia
A presidente eleita afirmou que não pretende mexer no câmbio. “Eu acho que o câmbio é flutuante. No entanto, indícios de que há hoje no mundo uma guerra cambial são muito fortes. Acho que tem moedas subvalorizadas. Então, eu acredito que uma das coisas importantes são as reuniões multilaterais em que fique claro que nós, por exemplo, iremos usar de todas as armas para impedir o dumping, política de preço que prejudique as indústrias brasileiras e vou olhar com muito cuidado, porque não acredito que manipular câmbio resolva coisa alguma”, declarou.
Dilma afirmou ter compromisso com a estabilidade e disse trabalhar com a expectativa de um crescimento da economia mundial em nível menor que o atual.
“Eu tenho um compromisso forte com a questão dos pilares da estabilidade macroeconômica, com o câmbio flutuante, e nós temos hoje uma quantidade de reservas que permite que a gente se proteja em relação a qualquer tipo de guerra ou de manipulação internacional. Mas eu acredito também, Bonner, que nós iremos passar por um momento em que o mundo vai estar com um nível de crescimento menor.”
Segundo Dilma, o presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, em telefonema a ela para dar os cumprimentos pela vitória na eleição, demonstrou preocupação com a recuperação da economia norte-americana.
“Hoje inclusive o presidente Obama me cumprimentou e externou a preocupação dele com as taxas de desemprego dos Estados Unidos. Ele, bastante preocupado com a economia americana no que se refere à sua recuperação. Agora, acredito também que os ajustes das economias internacionais não podem ser feitos com base em desvalorizações competitivas, em que você tenta ganhar seu ajuste nas costas do resto do mundo. Também não está certo isso.”
Anúncio da vitória
Dilma disse que levou um pouco de tempo para “absorver o impacto” da confirmação da vitória. “Na hora que vem a notícia, você está assim um pouco anestesiado e aí é preciso que o tempo passe para que você absorva todo o impacto duma notícia desse tamanho, que é uma notícia com a grandeza do Brasil, porque não é uma notícia qualquer. É uma notícia assim: daqui para frente você vai ser responsável por esse país continental, imenso e por 190 milhões.”
A presidente eleita afirmou que chorou várias vezes. “Eu chorei depois, eu fui chorando aos poucos. Não chorei assim, de uma vez só. Eu chorei lá, quando eu falei [em seu pronunciamento após a confirmação de que venceu o segundo turno], eu chorei um pouco. Eu chorei chegando em casa, bastante.”
Dilma afirmou que também chorou, “por dentro e por fora”, ao falar do presidente Luiz Inácio Lula da Silva em seu primeiro primeiro discurso. “Ali eu chorei. O pessoal disse que eu me contive; não, eu chorei por dentro e por fora um pouco.”
Fonte: g1.com.br

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Discurso de Dilma é pontuado por metas de governo



Discurso de Dilma é pontuado por metas de governo

Com 99,99% dos votos apurados, ela obteve 56,05% dos votos válidos.
Confira destaques do primeiro pronunciamento da presidente eleita.

Do G1, em São Paulo
Em seu primeiro discurso após ser eleita presidente do país, Dilma Rousseff listou as prioridades de seu governo e traçou metas a serem cumpridas nos quatro anos de mandato.
Na noite de domingo (31), Dilma assumiu como seus compromissos básicos honrar as mulheres, valorizar a democracia e erradicar a miséria.
Veja abaixo os principais pontos do pronunciamento:

Democracia e princípios
“Registro um compromisso com meu país: valorizar a democracia em toda a sua dimensão, desde o direito de opinião e expressão até os direitos essenciais básicos, da alimentação, do emprego, da renda, da moradia digna e da paz social.”
 
Erradicação da miséria e mais empregos 
“Reforço meu compromisso fundamental que mantive e reiterei ao longo da campanha: a erradicação da miséria e a criação de oportunidades para todos os brasileiros e para todas as brasileiras. Ressalto entretanto, que essa ambiciosa meta não será realizada apenas pela vontade do governo. Ela é importante. Mas, esta meta é um chamado à nação.”

Liberdades de imprensa e religiosa
“Eu vou zelar pela mais ampla e irrestrita liberdade de imprensa, vou zelar pela mais ampla liberdade religiosa e de culto. Vou zelar pela observação criteriosa e permanente dos direitos humanos tão claramente consagrados na nossa própria Constituição.”

Mercado interno
“No curto prazo não contaremos com a pujança das economias desenvolvidas para impulsionar nosso crescimento. Por isso se tornam mais importantes nossas próprias políticas, nosso próprio mercado, nossa própria poupança e nossas próprias decisões econômicas."

Fim do protecionismo

“Eu estou longe de dizer com isso que pretendemos fechar o país ao mundo, muito ao contrário, continuaremos propugnando pela ampla abertura das relações comerciais, pelo fim do protecionismo dos países ricos, que impede as nações pobres de realizarem plenamente suas vocações; propugnando contra a guerra cambial que ocorre hoje no mundo.”

Inflação e gastos públicos  
“Cuidaremos de nossa economia com toda a responsabilidade. O povo brasileiro não aceita mais a inflação como solução irresponsável para eventuais desequilíbrios. O povo brasileiro não aceita que governos gastem acima do que seja sustentável. Por isso faremos todos os esforços pela melhoria da qualidade do gasto público, pela simplificação e atenuação da tributação e pela qualificação dos serviços públicos.”

Investimentos sociais 

“Recusamos as visões de ajuste que recaem sobre programas sociais, serviços essenciais à população e os necessários investimentos para o bem do país.”

Desenvolvimento 
“Vamos buscar o desenvolvimento de longo prazo, a taxas elevadas social e ambientalmente sustentáveis. Para isso, zelaremos pela nossa poupança pública, zelaremos pela meritocracia no funcionalismo e pela excelência no serviço público.”

Pequeno empreendedor 
“Valorizarei o microempreendedor individual, para formalizar milhões de negócios individuais ou familiares, ampliarei os limites do Supersimples e construirei modernos mecanismos de aperfeiçoamento econômico.”

Austeridade fiscal 

“Mas, acima de tudo, quero reafirmar nosso compromisso com a estabilidade da economia e das regras econômicas, dos contratos firmados e das conquistas estabelecidas.”

Pré-Sal 
“Trataremos os recursos provenientes de nossas riquezas naturais sempre com pensamento de longo prazo . Por isso, trabalharei no Congresso pela aprovação do Fundo Social do Pré-Sal, do marco regulatório do modelo de partilha do Pré-Sal.”

Agências reguladoras
"As agências reguladoras terão todo o respaldo para atuar com determinação e autonomia voltadas para a promoção da inovação, da saudável concorrência e da efetividade do controle dos setores regulados. Apresentaremos sempre com clareza nossos planos de ação governamental."

Educação, saúde e segurança pública 
“Eu me comprometi nesta campanha com a qualificação da educação e dos serviços de saúde. Me comprometi com a melhoria da segurança pública, com o combate às drogas que infelicitam nossas famílias e comprometem nossas crianças e nossos jovens. Reafirmo aqui esses compromissos.”

Pessoas com deficiência e os mais necessitados 
“Disse na campanha que os mais necessitados, as crianças, os jovens, as pessoas com deficiência, o trabalhador desempregado, o idoso, teriam toda a minha atenção. Reafirmo aqui esse compromisso.”
Oposição
“Dirijo-me também aos partidos de oposição e aos setores da sociedade que não estiveram conosco nesta caminhada. Estendo minha mão a eles. De minha parte não haverá discriminação, privilégios ou compadrio. A partir da minha posse serei presidenta de todos os brasileiros e brasileiras, respeitando as diferenças de opinião, de crença e de opinião política.”

Reforma política
“Nosso país precisa melhorar a conduta e a qualidade da política. Quero empenhar-me, junto com todos os partidos, por uma reforma política, que eleve os valores republicanos, avançando e fazendo avançar nossa jovem democracia.”

Combate a corrupção e transparência 
“Valorizarei a transparência na administração pública, não haverá compromisso com o erro, o desvio e o mal feito. Serei rígida na defesa do interesse público em todos os níveis de meu governo. Os órgãos de controle e de fiscalização trabalharão com meu respaldo sem jamais perseguir adversários ou proteger amigos.”
Fonte: g1.com.br

Obama e outros presidentes parabenizam Dilma pela vitória



Obama e outros presidentes parabenizam Dilma pela vitória

Segundo Marco Aurélio Garcia, Obama convidou Dilma para visitar os EUA.
A transição de governo será tratada após viagem de Dilma, disse assessor.

Robson BoninDo G1, em Brasília
O assessor da Presidência para assuntos internacionais, Marco Aurélio Garcia, afirmou nesta segunda-feira (1º) que o presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, falou por telefone com a presidente eleita do Brasil, Dilma Rousseff, para parabenizá-la e desejar boa sorte em seu governo.
Segundo o assessor, Obama ainda convidou Dilma para visitar os Estados Unidos e manifestou interesse em dar continuidade a projetos estratégicos com governo brasileiro, como os estabelecidos na área energética.
Marco Aurélio Garcia também revelou que a presidente eleita recebeu ligações do presidente da França, Nicolas Sarkozy, do presidente da Venezuela, Hugo Chavéz, do presidente da Colômbia, Juan Manuel Santos, do presidente do México, Felipe Calderón, do presidente de Portugal, José Sócrates, e do presidente do Chile, Sebastián Piñera. Chavez postou em seu twitter que seguirá "construindo a unidade Brasil-Venezuela".
Dilma teria ligado ainda para outros chefes de Estado que tentaram falar com ela no domingo ou nesta segunda, mas não haviam conseguido conversar coma presidente eleita.
No domingo, logo após a confirmação da vitória de Dilma, ligaram os presidentes do Uruguai, José Mujica, o de El Salvador, Mauricio Funes, e da Argentina, Cristina Kirchner.
Mais cedo nesta segunda, o presidente do Paraguai, Fernando Lugo, também felicitou Dilma, por sua vitória nas eleições, disse o ministro da Justiça e do Trabalho do país vizinho, Humberto Blasco.

presidente da Bulgária, Georgi Parvanov, convidou nesta segunda-feira a presidente eleita do Brasil a visitar o país europeu, terra de origem do pai dela.
O pai de Dilma, Petar Roussev, deixou a Bulgária em 1929 e inicialmente migrou para a França, depois para a Argentina e, por fim, se instalou no Brasil com o nome de Pedro Rousseff. A família que ficou para trás, incluindo sua esposa grávida, acreditava que ele havia morrido.
Viagens e transição
O assessor especial confirmou que Dilma deve viajar nesta terça-feira (2), para um período de descanso. Dilma deve viajar para Porto Alegre (RS) nos próximos dias, para descansar e ficar com a família. Não há previsão de pronunciamento de Dilma nesta segunda-feira, segundo assessores.

Questionado sobre como será a transição de governo, Marco Aurélio disse que ainda não tem informação sobre o processo, mas o assunto será tratado assim que Dilma retornar da viagem. Ainda não há uma data definida para tratar da transição, mas é provável que uma reunião ocorra na sexta-feira (5) para discutir o tema.
Na próxima semana, Dilma deve viajar para Moçambique, na África, e para Seul, na Coreia do Sul, onde participa com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva de reunião do G-20.
Fonte: G1.com.br